O Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Federal cruzou as informações obtidas pela fiscalização do Banco Central no Opportunity - que resultou em processo administrativo, como revelou ontem o Estado - com dados do disco rígido do banco apreendido pela Operação Chacal, em 2004, e encontrou uma triangulação característica de “lavagem de dinheiro”. A partir de uma conta do banqueiro Daniel Dantas, R$ 37 milhões tiveram como destino uma empresa cujo principal sócio é o Opportunity Fund, baseado nas Ilhas Cayman, que seria controlado pelo próprio Dantas.
Segundo relatório do IC, a empresa Topázio Participações Ltda. recebeu de Dantas, em 29 de maio de 2005, um crédito de R$ 37.690.000. Na mesma data, a Topázio transferiu R$ 37.415.589,00 para a empresa Parcom Participações S/A, cujos principais sócios, conforme organograma obtido pelos agentes federais, são o Opportunity Fund e a Fortpart S/A. Com isso, o dinheiro de Dantas, que seria de origem ilícita, teria sido lavado e retornado indiretamente às suas mãos.
A Parcom e a Fortpart são consideradas pela PF “empresas de prateleira”, e tinham como diretora Verônica Dantas, irmã de Daniel.
As conclusões do IC sobre a transação realizada por Dantas partem da premissa obtida por meio da fiscalização do Banco Central. Em sua Avaliação de Controles Internos e Compliance (ACIC) no Banco Opportunity, feita no primeiro semestre do ano passado, a autarquia comprovou que as falhas no controle interno do banco contra lavagem de dinheiro têm relação exclusiva com a família Dantas e funcionários do Opportunity.
De acordo com o documento, “estão excluídas de monitoramento do ?Sistema PDLD? (Prevenção de Detecção de Lavagem de Dinheiro) quaisquer operações realizadas pelos funcionários, diretores, familiares e empresas ligadas ao Banco Opportunity, bem como as realizadas pelas pessoas físicas e jurídicas das empresas ligadas à marca Opportunity da família Dantas”.
A PF aponta, ainda, que houve omissão de executivos do banco em relação às operações de Dantas e seus familiares. Segundo o Instituto de Criminalística, os responsáveis pelo controle interno não comunicaram as movimentações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), contrariando regra do Banco Central. A omissão dos executivos estaria relacionada, segundo documento da autarquia, a um “conflito de interesses”.
?MANIPULAÇÃO?
O IC assevera que o Opportunity “manipula” as ferramentas de controle de prevenção a crimes de lavagem de dinheiro porque mantém, dentro da própria instituição, “procuradores para várias contas de supostos ?clientes?”.
Um questionário anexado ao relatório da Satiagraha, remetido pelo BC ao Opportunity, comprova a partir das respostas assinadas por Ferman que o banco não avisou a autarquia de operações suspeitas de lavagem de dinheiro.
Em capítulo intitulado Sobre as comunicações do Banco ao BACEN de acordo com a Circular nº 2.852 e a Carta Circular nº 2.826″ - documentos relativos à prevenção da lavagem de dinheiro - Ferman confirma que não houve comunicação ao BC sobre ocorrências suspeitas, apesar da existência, de acordo com outro capítulo do questionário, de um sistema informatizado no Opportunity para detectá-las.
O grupo Opportunity não comenta informações do inquérito por orientação de seus advogados. O advogado de Daniel Dantas, Nélio Machado, foi procurado, mas não retornou as ligações.
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Em entrevista na sede da PF, ex-banqueiro afirma que não é um foragido, se sente tranqüilo e confia na Justiça
O ex-banqueiro Salvatore Cacciola foi extraditado ao Brasil nesta quinta-feira, 17, e acaba de ser levado ao Presídio Ary Franco, no bairro de Água Santa, na zona norte do Rio de Janeiro. Em rápida entrevista na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio, Cacciola afirmou que não é um foragido, se sente tranqüilo e confia na Justiça. O ex-banqueiro chegou ao aeroporto do Galeão, no Rio, por volta de 4h30 desta manhã.
“Fui para a Itália com passaporte carimbado, entrei na Itália e saí [do Brasil] livre, com decisão do ministro Marco Aurélio Mello [do Supremo Tribunal Federal, que em 2000 deu liminar a ele devido a pedido de prisão preventiva expedido pelo Ministério Público], cheguei na Itália em 17 de julho e estou voltando ao Brasil em 17 de julho. No dia 19 [de julho do ano passado] o ministro [Carlos] Velloso anulou [a decisão anterior] e decidi não voltar mais”, afirmou Cacciola.
O ex-banqueiro disse ainda que se sente tranqüilo. “Estou voltando preso mas é bom lembrar que as pessoas que foram condenadas junto comigo nesse processo estão trabalhando, estão livres. Eu não estava fazendo nada diferente do que elas estavam fazendo aqui [no Brasil]. Só que eu estava fazendo na Itália e respondendo a todos os processos por rogatória. Estava sempre à disposição da Justiça; a diferença é que eu estava na Itália.”
Sobre afirmação de seu advogado, Carlos Eluf, de que sua prisão tem conotação política, visando atingir o governo de Fernando Henrique Cardoso, respondeu: “Não se sei ela (a prisão) tem conotação política, não dou opinião em relação a isso, estou à disposição da Justiça e a Justiça vai decidir o que ela achar que deve decidir. A única coisa que posso lembrar é que na sentença das 10 pessoas, todos podem fazer apelação em liberdade, menos o Cacciola, porque estava foragido. Mas eu não sou um foragido”.
O ex-banqueiro ganhou o direito de não usar algemas na chegada ao Brasil, por decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Gomes de Barros, que atendeu ao pedido dos advogados do ex-banqueiro. A decisão foi encaminhada na quarta-feira, 16, no fim da tarde, ao ministro da Justiça, Tarso Genro, e à direção da PF.
Cacciola ficou oito anos foragido da Justiça brasileira, acusado de causar um prejuízo de R$ 1,6 bilhão ao Banco Central quando era dono do Banco Marka.
A autorização para a extradição havia sido homologada pelo príncipe Albert II, de Mônaco, há 13 dias, e desde então o Ministério da Justiça negociava com a França a autorização para transitar com um preso pelos aeroportos de Nice e Paris. O último recurso ao Tribunal Supremo do principado, com o qual ameaçava o defensor monegasco de Cacciola, Frank Michel, não se confirmou.
Operação
A operação montada pela Secretaria Nacional de Justiça para transferi-lo começou às 10h20 de quarta-feira, no principado. Um grupo de sete pessoas, entre as quais um adido consular, um promotor e agentes da PF, encontraram-se com o diretor de Serviços Penitenciários, Philippe Narmino, no Palácio de Justiça de Mônaco.
Pouco depois das 13h30, horário local - 8h30 em Brasília -, Cacciola deixou a prisão Maison d’Arrêt, na qual viveu desde 15 de setembro. A seguir, ele foi transferido em helicóptero para o Aeroporto Internacional de Nice-Côte d”Azur, em Nice, no sul da França, quando teve seu primeiro contato com o público. Passava das 16 horas quando Cacciola embarcou no vôo AF 7715 da Air France.
A movimentação de policiais franceses chamou atenção dos que esperavam o embarque. Nesse momento, Cacciola permaneceu cerca de 20 minutos exposto ao público, que reagia curioso e tirando fotografias. O empresário não se mostrou constrangido com o assédio dos fotógrafos, mas não quis falar aos jornalistas.
Já no Airbus A320, Cacciola sentou-se cercado de dois policiais. Pediu suco de maçã e permaneceu sentado quase todo o vôo, levantando-se apenas para ceder passagem a um dos delegados da PF que sentava à janela. Na chegada a Paris, foi protegido dos fotógrafos e levado a uma zona de segurança do terminal A do Aeroporto Charles de Gaulle. Lá, embarcou, às 22 horas, no vôo JJ 8055 da TAM com destino ao Rio de Janeiro, cidade que deixou em 2000, antes de partir para o Paraguai e, em seguida, para Roma, onde viveu em liberdade até 2007.
Sem Constrangimentos
“A operação foi bem planejada e conseguimos contornar as eventuais surpresas jurídicas. O elemento-surpresa foi fundamental”, disse, ao Estado, o secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, referindo-se ao sigilo da operação.
Tuma esclareceu que a orientação inicial era para que o ex-banqueiro fosse obrigado a usar algemas, mas um acordo teria sido firmado entre o preso e os agentes que o escoltavam. “Não havia risco de fuga, mas temíamos, por exemplo, que ele tomasse atitudes impensadas contra a própria segurança, o que não ocorreu até Paris.”
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PF prende Daniel Dantas, Naji Nahas e Celso Pitta
Ingrid Betancourt é recebida por Nicolas Sarkozy na França
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Eles são acusados de desvio de verbas e corrupção; investigação está relacionada ao ‘Caso Mensalão’
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, 8, a Operação Satiagraha, que investiga desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. Entre os presos estão o banqueiro Daniel Dantas, do banco Opportunity, o empresário Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. As investigações tiveram início há quatro anos e são um desdobramento do “Caso Mensalão”.
Ao todo, a polícia irá cumprir 24 mandados de prisão e 56 de busca e apreensão. A operação, que mobilizou cerca de 300 homens da PF, está sendo realizada nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia e no Distrito Federal. Ainda não há informações sobre quantos mandados foram cumpridos. O nome da operação - Satiagraha - significa resistência pacífica e silenciosa.
Segundo a PF, foram identificadas pessoas e empresas beneficiadas no esquema montado pelo empresário Marcos Valério para intermediar e desviar recursos. A polícia aponta Daniel Dantas como o chefe de uma grande organização criminosa, envolvida com a prática de diversos crimes, para os quais utilizava empresas de fachada.
A polícia também apurou a existência de um segundo grupo, formado por empresários e doleiros, que atuaria no mercado financeiro para “lavar” o dinheiro obtido em negócios escusos. Este grupo seria liderado pelo empresário Naji Nahas.
Além de fraudes no mercado de capitais, baseadas principalmente no recebimento de informações privilegiadas, a organização atuava no mercado paralelo de moedas estrangeiras. Há indícios, inclusive, do recebimento de informações privilegiadas sobre a taxa de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
De acordo com a PF, o trabalho mostrou que as duas organizações criminosas atuavam de forma interligada, com vários níveis de poder e decisão. Os presos deverão ser indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha. Eles devem permanecer na carceragem da Superintendência Regional da PF em São Paulo, onde ficam à disposição da Justiça.
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Ingrid Betancourt é recebida por Nicolas Sarkozy na França
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Presidente francês pede esperança por demais seqüestrados; ex-refém disse que deve a vida à França
A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia Ingrid Betancourt chegou à França por volta das 11 horas desta quinta-feira, 4, na base aérea de Villacoublay, nos arredores de Paris. Acompanha de familiares, Ingrid foi recebida com um forte abraço pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a primeira-dama Carla Bruni. Após desembarcar, a franco-colombiana afirmou a França era sua casa e que tinha deixado “para trás” os colombianos.
“Devo a vida à França. Se a França não tivesse lutado por mim, não estaria fazendo esta viagem extraordinária”, disse ela no avião. “Se a operação não fosse feita no momento certo, provavelmente teríamos outro desfecho. Penso que conseguimos o que parecia impossível e que todas as contradições que alimentavam esse debate [sobre uma ação militar pacífica para o resgate] entraram em consenso”, disse Ingrid.
A ex-candidata presidencial de 46 anos é 100% colombiana, mas também tem cidadania francesa, por conta de seu primeiro casamento, com Fabrice Delloye, com quem teve dois filhos - Melanie e Lorenzo - na França. Segundo a BBC, Ingrid passou boa parte da sua juventude em Paris, onde o pai dela foi embaixador da Colômbia na Unesco (o fundo das Nações Unidas para a cultura).
Sarkozy elogiou os esforços da família de Ingrid pela sua libertação e afirmou que toda a França admira a dignidade da ex-refém. “É importante para todas as pessoas que sofrem neste momento saber que há uma luz no fim do caminho”, disse o presidente francês.
Ao chegar na França, Ingrid afirmou que estava voltando para casa. “Acabo de sair da Colômbia, deixar a minha outra família para trás, é como uma perda”, disse. A ex-refém voltou a elogiar a operação do Exército colombiano, e ressaltou que a ação foi resultado da luta pela libertação dos seqüestrados. “As Farc sempre quiseram nos usar para um fim político absurdo. A França sempre fez tudo para que a negociação fosse possível… isso salvou a minha vida”.
A liberdade de Ingrid foi transformada em bandeira por Sarkozy em maio de 2007, em seu primeiro discurso como presidente: “A França não abandonará Ingrid”. A ex-candidata à Presidência da Colômbia foi resgatada nesta quarta-feira pelo Exército colombiano de um cativeiro na selva, onde era mantida refém do grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) havia mais de seis anos.
Depois da cerimônia de recepção em Villacoublay, Sarkozy e a mulher oferecerão uma recepção no Palácio do Eliseu para Ingrid, seus parentes, os membros dos comitês de apoio que lutaram por sua libertação e algumas personalidades políticas e do mundo do entretenimento.
No sábado, a ex-refém se submeterá a uma série de exames médicos em um hospital militar de Paris.
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Na operação deste fim de semana, as rodovias mineiras apresentaram a maior quantidade de prisões: 34
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu 296 motoristas e multou 369 nos primeiros dez dias de vigor da Lei 11.705, que busca impedir que motoristas dirijam após consumir bebidas alcoólicas. Durante a Operação Grau Zero, efetuada nos 61 mil quilômetros de rodovias federais do País entre 21 horas de sexta-feira e 6 horas de ontem, 189 motoristas foram presos e 255 foram autuados por descumprimento da nova lei seca.
Na operação deste fim de semana, as rodovias mineiras apresentaram a maior quantidade de prisões: 34. Os Estados do Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul aparecem em seguida, com 29 e 17 condutores detidos, respectivamente. Em Pernambuco, houve 14 prisões, e no Paraná, 13. Os Estados com mais autuados foram Minas Gerais (44), Rio Grande do Sul (37), Santa Catarina (23), Bahia (21) e Paraná e Mato Grosso do Sul, ambos com 20. A ação contou com 700 agentes da PRF.
Para a PRF, os dados apurados revelam o descaso de muitos motoristas com a segurança. “Apesar do endurecimento da legislação, o que se percebe é que grande parte dos motoristas ainda não se conscientizou que álcool e direção definitivamente não combinam”, afirmou o diretor-geral da corporação, Inspetor Hélio Cardoso Derenne, em nota. Atualmente, a PRF dispõe de 500 aparelhos para medir o nível de álcool consumido pelos motoristas. A intenção é dotar todas as duas mil viaturas com o equipamento nos dois próximos anos.
Abaixo, tire as principais dúvidas sobre a nova lei:
- Quais os limites de consumo de álcool para quem estiver dirigindo?
Para estar sujeito a responder criminalmente, o limite é de 6 decigramas de álcool por litro de sangue, ou 0,3 miligrama por litro de ar expelido no bafômetro - equivalente a dois chopes. Para punições administrativas, a tolerância é menor: de 2 decigramas por litro de sangue, ou 0,1 miligrama por litro de ar expelido
- Quais as penas para quem for flagrado com índices acima desses limites?
Caso seja enquadrado criminalmente, a pena é de 6 meses a 3 anos de prisão, com direito à fiança. As penalidades administrativas são multa de R$ 955, 7 pontos na carteira e apreensão do documento e do carro
- Como o índice de álcool no organismo do motorista será verificado?
De três maneiras: teste do bafômetro, exame de sangue ou exame clínico (quando um médico procura sinais de embriaguez no motorista)
- O motorista é obrigado a fazer o teste do bafômetro?
Não. Segundo a Constituição, ninguém é obrigado a produzir prova contra si. Porém, em São Paulo, os delegados foram orientados a encaminhar o motorista, caso se recuse a fazer o teste, ao Instituto Médico-Legal, onde terá, obrigatoriamente, de passar por exames clínicos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, caso o motorista se recuse, será preso em flagrante por desobediência.
- Quanto tempo o álcool permanece no sangue após o consumo?
Uma taça de vinho demora cerca de 3 horas para ser eliminada pelo organismo. Uma lata de cerveja, cerca de 4 horas. Ambas as quantias já são flagradas no exame do bafômetro.
- Caso o motorista seja flagrado com índices superiores de álcool, ele perderá a CNH? Qual o procedimento para tê-la de volta?
A lei prevê suspensão do direito de dirigir por 12 meses. É possível recuperar a carteira recorrendo ao Detran (com a possibilidade de entrar com advogado, testemunhas e peritos que comprovem inocência).
- O motorista que estiver embriagado ficará sem a carteira, obrigatoriamente, por algum tempo?
Pode haver espera de até um mês para que o laudo de alcoolemia chegue do IML até o delegado responsável e depois para o Detran. Durante esse período, obrigatoriamente, o motorista ficará sem a CNH.
- Caso seja flagrado, o motorista terá, obrigatoriamente, seu carro retido?
Não, o veículo pode ser liberado a qualquer pessoa de confiança do motorista que seja julgado em condições de dirigir pelos policiais.
- O motorista tem de pagar a multa na hora?
Não, será enviada uma autuação ao endereço declarado pelo motorista.
- Em caso de multa, é possível recorrer?
O motorista pode recorrer de qualquer multa.
- Quem estabelece o valor da fiança em caso de prisão?
É o delegado quem determina, na hora, o valor da fiança. Para ser solto, é preciso que alguém faça um depósito na conta do Estado, na Nossa Caixa, no valor da fiança. De posse do comprovante, o motorista é solto.
- É possível pagar com cartão de crédito ou débito nas delegacias?
Não, as delegacias não dispõem desse serviço.
- Alimentos ou remédios que levam álcool podem ser acusados no bafômetro?
Sim, embora a quantidade seja pequena, também podem ser detectados.
- Como se defender, caso seja multado por algum desses motivos, sem que tenha bebido?
Deve-se explicar a situação ao policial. A interpretação dele também conta na formação de convicção do delegado.
Fontes: PM, Abramet, advogados criminalistas Antonio Claudio Mariz de Oliveira e Tales Castelos Branco
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Desigualdade salarial cai no país.
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Salários mais altos são 23,5 vezes maiores que os mais baixos, ante 27,3 vezes em 2003
O abismo que separa os mais altos salários pagos no País das remunerações mais baixas diminuiu um pouco nos últimos cinco anos, segundo mostra estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Em 2003, os rendimentos mais altos eram 27,3 vezes maiores do que os salários mais baixos. No ano passado, essa proporção havia caído para 23,5 vezes. Ou seja, apesar do avanço os rendimentos do trabalho continuam mal distribuídos.
“Houve melhora (na distribuição da renda), mas ainda estamos longe de um País menos injusto”, declarou o presidente do instituto, o economista Márcio Pochmann.
O Ipea usou dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que todos os meses faz o levantamento da situação do mercado formal de trabalho em seis regiões metropolitanas do País (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Salvador).
Os números do IBGE mostram que entre 2003 e 2007 houve o crescimento de 22% da renda média dos mais pobres, ante um aumento de apenas 4,9% na renda média dos ocupados com maior remuneração.
Márcio Pochmann atribuiu esse desempenho de diminuição da desigualdade à política de reajuste real do salário mínimo implantada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde 2004 e às políticas de transferência de renda, como os benefícios concedidos pela Lei Orgânica de Assistência Social (Loas) com valores de salário mínimo.
“Entre os 40% mais pobres do País essa política foi fundamental para a recuperação do poder aquisitivo”, completou Pochmann.
Essas políticas influenciaram, segundo o Ipea, o índice Gini - medidor internacional de desigualdade de renda em um país, que varia de 0 a 1. Quanto mais perto de 1, maior a desigualdade, quanto mais perto de zero, menor. Em 2003, o índice brasileiro era de 0,53 ponto. No primeiro trimestre deste ano, o índice já havia recuado para 0,50 ponto.
As projeções do Ipea apontam para um índice de 0,49 ponto em 2010, se for mantido o crescimento econômico em torno de 5% ao ano até lá.
Pochmann reconheceu que uma taxa de inflação crescente pode atrapalhar essa trajetória, bem como as políticas de combate à inflação, como elevação de juros. “Mas inflação é algo muito prejudicial”, comentou.
PARTICIPAÇÃO NO PIB
Embora tenham se reduzido as diferenças salariais, o Ipea destacou que continua praticamente sem mudanças a participação dos salários no Produto Interno Bruto (PIB ) do País.
Pochmann informou que, em 2003, os rendimentos do trabalho assalariado representavam 39,8% do PIB nacional. No ano passado, essa proporção caiu para 39,1%. “Nos anos 50, essa participação chegava a 50%”, observou o economista.
Se o crescimento do PIB se mantiver em 5% nos próximos anos, o Ipea projeta um crescimento de 14% nessa participação até 2010, o que levaria o porcentual frente ao PIB um pouco superior ao nível identificado em 2003.
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Oi gente,
Esse é o novo site do Caetano Veloso, sobre seu novo show. Muito bacana!

A concepção
“O ponto de partida foi desenvolver os tratamentos do ritmo de samba na guitarra elétrica, sugerido pelo modo como Pedro Sá cria “riffs” com sonoridades refinadas. As novas composições, em que comecei a trabalhar no verão em Salvador, serão concebidas tendo em vista esses experimentos rítmicos. Meu desejo é ir mostrando semanalmente o progresso desse trabalho. Não se trata, porém, de ensaios abertos. São shows.”
A seleção das músicas
“O repertório de uma noite nunca será idêntico ao de outra. Mas os números serão apresentados como números prontos para serem curtidos pelas platéias. Esse repertório inclui canções muito conhecidas e canções pouco conhecidas da minha carreira; canções de autores da história da música popular brasileira (mas não só) que se mostrem pertinentes ao projeto; canções do disco “Cê” (a banda existe por causa dele e essa assinatura tem de aparecer); e, finalmente, canções novas que são a razão de ser do projeto. Essas serão, digamos, duas ou três nas primeiras noites e deverão ir crescendo de número.”
O público
“Claro que conto com o interesse de um grupo, talvez pequeno, que acompanhará o progresso desse trabalho. Algumas pessoas podem voltar de vez em quando para ver como andam as coisas. Mas o público poderá ser predominantemente aquele que gosta de música e vai a concertos com freqüência.”
Novo CD
“No fim da temporada, já teremos o repertório para um novo disco, que seria gravado logo, talvez ao vivo, ali mesmo onde tudo foi se construindo. Mas isso não quer dizer que os últimos shows se comporiam exclusivamente do novo repertório. Um disco pode ter 10, 12 faixas; um show, 22 músicas. E nós não faríamos o novo repertório todo sempre. Apenas na(s) noite(s) de gravação (se decidirmos por gravar ao vivo) tocaríamos todo o novo repertório. Nas outras noites, teríamos sempre um show variado e animado, inclusive contando com a possibilidade de algumas das novas canções serem cantáveis pela platéia, a despeito do ousado teor experimental de abordar o samba com um trio de rock moderno. A decisão é ir, por esse meio, mais longe do que já fomos em “Cê”, na criação de um som novo e nosso.”
Não deixem de conferir!
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A polícia avisou o Centro de Operações da Polícia Civil (Cepol) e os aeroportos e portos sobre o crime
A polícia de São Paulo acredita que o roubo ocorrido na quinta-feira, 12, de quatro obras de arte do acervo da Fundação José e Paulina Nemirovsky, expostas na Estação Pinacoteca, na Luz, tenha sido encomendado. O delegado Youssef Abou Chahin, diretor do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic), afirmou que os criminosos sabiam nominalmente que obras levariam. A polícia avisou o Centro de Operações da Polícia Civil (Cepol) e os aeroportos e portos sobre o crime, com a finalidade de fechar o cerco contra os bandidos.
“Ao lado das telas que eles levaram havia obras mais caras”, disse Chahin. ”Não sabemos se as obras irão ficar no Brasil”. A funcionária Wenna Moura disse que os criminosos perguntaram nominalmente pelas obras. Nesta sexta-feira, 13, as imagens de um segundo vídeo deverão ser divulgadas. As fitas mostram os criminosos desparafusando os quadros. Os funcionários da fundação que foram rendidos devem ajudar na identificação dos criminosos, segundo informações policiais.
Os assaltantes gastaram R$ 12 em ingressos para cometer o crime. Três criminosos entraram no museu (foram R$ 4 para cada entrada) enquanto um quarto teria ficado no lado de fora. O assalto aconteceu às 12h30 de quinta-feira, num dos quarteirões mais policiados da Capital. A ação durou 10 minutos e os criminosos saíram pela porta principal, no Largo General Osório. Foi o primeiro roubo registrado em um museu estadual paulista.
Sem esconder o rosto, os criminosos levaram telas que, juntas, são avaliadas pela Secretaria estadual da Cultura em cerca de R$ 1 milhão. São duas obras do pintor Pablo Picasso - O pintor e seu modelo (1963) e Minotauro, bebedor e mulheres (1933) -, a gravura Casal (1919), de Lasar Segall, e o quadro Mulheres na janela (1926), de Di Cavalcanti. Elas integram o acervo da Fundação José e Paulina Nemirovsky e fazem parte do maior conjunto particular de arte moderna no Brasil. Estavam emprestadas por comodato (temporariamente) à Pinacoteca, que não tinha feito seguro contra roubo das obras.
As imagens do trio foram gravadas pelo circuito interno do museu e analisadas pela Polícia Civil na quinta-feira. Dois retratos falados dos suspeitos foram divulgados. Um deles é mulato, e tem 1,70 m e aparenta 25 anos. O outro é negro, de 1,60 m. O terceiro deve ser concluído hoje. As mesmas pessoas tinham sido filmadas na semana passada observando as obras da Estação Pinacoteca , antigo prédio do Departamento de Ordem Polícia e Social (Dops), órgão da Ditadura Militar. O local fica a poucos quarteirões do Quartel General da PM, do Palácio da Polícia Civil e da base da Rota.
As fitas entregues à polícia mostram dois assaltantes caminhando com as telas em duas sacolas brancas de pano. O crime aconteceu seis meses após o furto de dois quadros no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Chahin contou que os ladrões, um deles armado com uma pistola, subiram de elevador direto para o segundo andar. Lá, renderam três funcionários - dois eram vigias desarmados. Em seguida, fizeram uma atendente deitar no chão e a ameaçaram com a arma. Enquanto um criminoso ficou com a atendente e os vigias, os outros desparafusaram as obras da parede com chaves de fenda. Não havia visitantes na sala.
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Três homens, um deles armados, invadiram a Estação Pinacoteca e levaram as obras que estavam expostas
Duas obras do pintor espanhol Pablo Picasso (1881 - 1973), uma gravura do lituano naturalizado brasileiro Lasar Segall (1891-1957) e outro quadro do brasileiro Di Cavalcanti (1897 - 1976) foram roubados, nesta quinta-feira, 12, na sede da Estação Pinacoteca, onde acontecem exposições do acervo da Pinacoteca de São Paulo. Segundo as primeiras informações, a ação foi cometida por três homens, um deles armado, que entraram sem máscara. As imagens foram gravadas pelo circuito interno de TV e a polícia pretende fazer um retrato falado dos homens.

‘Mulheres na Janela’, pintura de 40X49, de Di Cavalcanti, 1926
Três delegados e dez equipes da Polícia Civil acompanham as investigações no local. O Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) deve realizar uma entrevista coletiva no final da tarde desta quinta-feira, para dar mais informações sobre o roubo. Segundo estimativa de policiais, o roubo deve ter durado aproximadamente 10 minutos, por volta das 11h30. Três funcionários foram rendidos pelos homens. Os criminosos estavam com uma sacola, onde armazenaram as obras de arte. Depois disso, saíram. A polícia suspeita que pelo menos um terceiro comparsa tenha dado cobertura aos outros dois, na saída do local.
Segundo a polícia, as obras levadas foram: Mulheres na Janela (1929), o óleo sobre cartão de Di Cavalcanti, O Pintor e seu Modelo (1963), gravura de Picasso; Minotauro, Bebedouro e Mulheres (1933), gravura de Picasso e Casal (1919), guache sobre cartão de Lasar Segall. A Estação Pinacoteca é um local de exposições da cidade de São Paulo, mantida pelo Governo do Estado de São Paulo. Fica localizada no centro da cidade, no Largo General Osório, no bairro da Luz, ao lado da Sala São Paulo e da Estação Júlio Prestes.

Casal, de Lasar Segall, guache de 1919
Segundo nota oficial da Secretaria Estadual de Cultura, as obras foram levadas por três homens armados que renderam os atendentes. Os quatro trabalhos têm um valor aproximado de R$ 1 milhão. A secretaria deve se pronunciar após a conclusão das primeiras investigações. O edifício da Estação Pinacoteca permanecerá fechado no resto do dia desta quinta e reabrirá na sexta-feira.
O prédio foi inaugurado em 1914. Antes de se tornar esse espaço cultural, o prédio pertenceu à administração da Estrada de Ferro Sorocabana. Durante o período da ditadura militar, o local se tornou sede do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), para onde eram mandados os presos políticos. Em dezembro do ano passado, três quadros foram levados do Museu de Arte de São Paulo (Masp). As obras levadas foram O Lavrador de Café, de Cândido Portinari, e O Retrato de Suzanne Bloch, de Pablo Picasso. Na ocasião, quatro homens foram presos e chegaram a acusar o presidente do museu, Júlio Neves, de participar da ação. A polícia alegou que a afirmação dos suspeitos era para despistar as investigações.

Minotauro, bebedor e mulheres, de 1933, de Picasso

O Pintor e sua Modelo, de 1963, Picasso
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O homem preso acusado de matar sete pessoas no centro de Tóquio neste domingo ( dia 8 ) teria postado dezenas de mensagens na internet nas horas anteriores ao ataque, informou nesta segunda-feira a imprensa japonesa.
Ontem, Tomohiro Kato, 25, foi preso pela polícia, acusado de conduzir um caminhão contra uma multidão que fazia compras em Akihabara –bairro conhecido por ser um dos maiores de venda de jogos e produtos eletrônicos– e depois ter esfaqueado pessoas na rua aleatoriamente.
Antes do ataque, Kato teria avisado em um site na internet que cometeria o atentado. “Eu matarei pessoas em Akihabara”, dizia ele, segundo a imprensa japonesa. “Baterei meu carro e, quando ele não puder mais ser usado, usarei uma faca. Adeus a todos”, escreveu o homem em um site na internet no domingo pela manhã, informou a imprensa.
O jornal “Mainichi” disse que a polícia de Tóquio ouviu sobre postagens similares em outro site na internet, mas não pôde deter o ataque. “Eu costumo agir como uma boa pessoa. Posso enganar a todos facilmente”, Kato escreveu, acrescentando que se esforçava para fazer amigos.
Na última das mais de duas dúzias de postagens feitas, ele escreveu poucos minutos antes de jogar o caminhão contra a multidão: “Chegou a hora”.
O acusado afirmou à polícia ter relatado com detalhes seu ataque na internet, enviando mensagens a partir do telefone celular. A polícia afirmou que está investigando se as mensagens foram enviadas por ele.
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| Imagem mostra Tomohiro Kato, acusado de matar 7 em Tóquio |
Ataque
Kato morava sozinho e tinha um emprego temporário em uma fábrica de peças de automóveis na região de Shizuoka (centro), informou a imprensa. Ele foi descrito como uma pessoa que visitava regularmente Akihabara, conhecida pela venda de produtos eletrônicos ao lado de produtos relacionados a desenhos japoneses e cafés.
Na manhã deste domingo, ele viajou os quase 100 km que separam sua cidade da capital ao volante de um veículo alugado. Ele seguiu para Akihabara, que estava lotado no domingo com milhares de japoneses e turistas estrangeiros atraídos pelas lojas de jogos e produtos eletrônicos.
Ele avançou com o veículo contra os pedestres nas ruas, fechadas ao tráfego no domingo. Em seguida, desceu do carro armado com uma faca e esfaqueou várias pessoas. Sete pessoas morreram e ao menos dez ficaram feridas.
Kato afirmou à policia que estava “cansado de viver” e disse que viajou a Tóquio “para matar, quem quer que fosse”.
Segundo o patrão, Kato trabalhou até 4 de junho, data em que faltou sem apresentar explicações. “Ele tinha uma ótima atitude no trabalho e não dava problemas”, afirmou à imprensa Naoyuki Hashimoto, porta-voz da fábrica Kando Auto Works.
A chuva da noite de domingo apagou as manchas de sangue nas ruas de Akihabara. Nesta segunda-feira, as pessoas que freqüentam o bairro deixavam flores e se ajoelhavam diante de um altar improvisado sobre uma mesa em um cruzamento de ruas.
O ataque deste domingo acontece após uma pessoa ter morrido esfaqueada fora de uma estação de trem ao norte de Tóquio em março. Outras cinco pessoas ficaram feridas em um ataque similar ocorrido em janeiro.
Também em março, um adolescente empurrou uma pessoa desconhecida para baixo de um trem no oeste do Japão, dizendo que queria matar alguém.
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