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Movimentação em posto de saúde no combate a dengue

Março 25, 2008 · Deixe um comentário

Na Unidade de Pronto-atendimento de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, as pessoas com suspeita de dengue afirmam que estão aguardando na fila, em média 2h, para passar por um processo de triagem, na manhã desta terça-feira (25).

O centro de hidratação inaugurado na segunda-feira no local, funciona nos fundos do posto, mas o acesso do paciente é controlada pela unidade de saúde; não há uma entrada independente, o que obriga as pessoas que poderiam receber soro a aguardar na mesma fila de quem ainda não foi diagnosticado com a doença.

As pessoas reclamam da qualidade do atendimento no local. “Na fila não é feita uma avaliação da gravidade do estado do paciente. Eles deveriam ter mais cuidado e avaliar as pessoas já que têm muitas mães com crianças de colo, o que é o meu caso. Estou com a minha filha de 4 anos.”, disse a dona-de-casa Tassia Antenor Passos.

Ela contou também que na segunda-feira, ficou das 15h até as 21h aguardando na fila para fazer uma ficha para atendimento, mas como a filha já estava cansada e com fome, elas resolveram ir embora e voltar nesta terça-feira.

Aluizio Freire

Dengue desfalca equipe médica

A dengue também provocou baixas na equipe médica da Unidade de Pronto-Atendimento de Santa Cruz, na semana passada. Dos quatro clínicos, três pediatras e um ortopedista, foram licenciados com sintomas da doença dois pediatras e um clínico. Dos três, apenas um voltou até agora. A média de atendimento diário de pacientes com dengue na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Santa Cruz, na Zona Oeste, na comunidade Cesarão, é de 35 adultos e 15 crianças. Mas, na semana passada, chegou a 500 casos, alguns considerados gravíssimos e diagnosticados como dengue hemorrágica pelos médicos. No sábado, uma criança de seis anos foi atendida no posto de Santa Cruz e seu caso foi considerado grave, exigindo internação imediata. Sem vaga nos hospitais da região, ela foi transferida para o Azevedo Lima, em Niterói, na Região Metropolitana, a pelo menos 80 quilômetros da Zona Oeste.

Aluizio Freire

Mães se preocupam com sintomas da dengue

Muitas mães deixaram os afazeres domésticos de lado ou começaram a faltar ao trabalho para cuidar dos filhos com sintomas de dengue. É o caso da empregada doméstica Roseli Silva, 44 anos, que passou a acompanhar o filho Mateus Lucas Silva, de 11. O menino entrou na tenda de hidratação de Santa Cruz, na Zona Oeste, às 11 h, depois de ficar na fila da Unidade de Pronto-Atendimento desde as 7h30. Roseli levou a criança ao posto pela primeira vez na sexta-feira, depois que ele começou a ter febre e vermelhidão pelo corpo.

”Os médicos pediram para eu trazer ele de volta depois de 48 horas para confirmar se era dengue”. Às 13h20 ela saiu com Mateus da unidade. “O médico me mandou dar soro de duas em duas horas. Se a febre voltar ou ele tiver dor na barriga, para trazer ele de novo”.

Aluizio Freire

Centro de hidratação atendeu 24 pacientes

Desde a inauguração do centro de hidratação na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), em Santa Cruz, na Zona Oeste, na tarde de segunda-feira (24) até o começo da tarde desta terça, já foram atendidos 15 adultos e 9 crianças. Desse total, duas pessoas tiveram que ser internadas após avaliação médica.

No centro, há 40 lugares, mas a previsão inicial era de 120. Funcionários informaram que não há prazo para receber as outras poltronas.

Aluizio Freire

Pacientes com dengue serão levados para centro de hidratação

Os pacientes encaminhados pelos médicos do Hospital Pedro II, em Santa Cruz, parao centro de hidratação da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Santa Cruz, na Zona Oeste, devem ser transportados em ambulâncias, vans e ônibus sob a responsabilidade das autoridades de saúde. No entanto, até o início da tarde desta terça-feira (25), nenhum paciente foi levado para a unidade já que ainda estão organizando o transporte.

As demais pessoas com suspeitas de dengue permanecem na fila e são atendidas após avaliação dos médicos do posto na chamada sala de acolhimento. A informação é da gerente da unidade, a enfermeira Luciana dos Santos.

Aluizio Freire

Enfermeira tira temperatura dos pacientes que estão na fila

Uma enfermeira está do lado de fora do posto de saúde, em Santa Cruz, para tirar a temperatura dos pacientes e detectar os casos mais graves. Duas crianças, uma de 10 meses e outra de 2 anos, que estavam com febre alta foram logo levadas para serem atendidas.

Do lado de fora há pelo menos 30 pessoas e na sala de acolhimento, dentro da unidade, 40 pacientes aguardam atendimento.

Aluizio Freire

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